Sem surpresa nenhuma: a maioria do STF decidiu enterrar a CPMI do INSS.
Mesmo com as assinaturas necessárias e diante de um escândalo que atingiu diretamente aposentados e pensionistas, a investigação foi interrompida. Apenas o ministro Luiz Fux acompanhou o relator André o óbvio: o Congresso tinha o direito de dar continuidade às investigações.
Os mais prejudicados são justamente os mais vulneráveis: aposentados, pensionistas, brasileiros que trabalharam a vida inteira e foram vítimas de descontos indevidos, fraudes e abusos.
A CPMI já começava a expor esse esquema, revelando métodos, identificando responsáveis e trazendo à tona práticas que precisam ser esclarecidas até o fim. Interromper essa apuração não fortalece as instituições. Pelo contrário: impede que a verdade venha à tona e protege quem não quer ser investigado.
E, mais uma vez, deixa quem mais precisa sem resposta e sem justiça.